Pandemia mata trabalhadores da construção civil em SP
Dado foi revelado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção (Sintracon-SP). De acordo com a instituição, os números podem ser ainda maiores, já que nem todos os óbitos são notificados ou contam com a confirmação da Covid-19.
Com a ajuda de incorporadoras, o Sintracon conseguiu testar mais de 15 mil funcionários no estado, sendo que 28% dos deles já estavam com anticorpos e, destes, 60% não apresentaram os sintomas tradicionais.
O grande problema é que a falta de testagem em massa faz com que estes trabalhadores sejam também responsáveis por espalhar o vírus. “Eu não sei se este dado é positivo ou negativo. Por um lado é positivo, já que muita gente não sofreu com a doença. Por outro lado é negativo, já que muitos trabalham contaminados”, disse Antonio Ramalho, presidente do Sintracon-SP, em entrevista ao G1.
Em algumas regiões do país, atividades da construção civil foram totalmente paralisadas. Em outras, canteiros de obra, empresas de locação de caminhão betoneira, recapeamento de ruas, lojas de materiais de construção e demais setores permanecem abertos, mas seguindo regras de uso de máscara de proteção e afastamento entre os trabalhadores.
Uma nota divulgada pelos sindicatos em todo o país prestou homenagem e lamentou a morte de tantos trabalhadores.
“Lamentamos profundamente os óbitos, ocorridos entre os 650 mil trabalhadores formais da construção paulista”, afirmaram os empresários, em nota.
O documento é assinado por Basílio Jafet, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Luiz França, presidente da Associação das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Haruo Ishikawa, presidente do Serviço Social da Construção (Seconci-SP), Odair Senra, presidente do Sindicato da Indústria da Construção (SindusCon-SP) e Antonio de Sousa Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (Sintracon-SP).
Fonte da Matéria: Jornal Contábil